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  • Ossadas de animais gigantescos são descobertas no sertão do Piauí

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    Ossadas de animais pré-históricos são descobertas no sertão do Piauí
    Sertanejos não tinham conhecimento da origem das ossadas. Para eles, o mais importante era descobrir água. Região é o maior acervo da história dos primeiros habitantes da América.

    Parece até cena de filme. Ossadas de animais gigantescos pré-históricos foram descobertas por acaso no sertão do Piauí. O repórter Francisco José mostra essas histórias incríveis.
    Na região da caatinga, onde predomina a vegetação seca, já existiu uma grande floresta, povoada por animais gigantescos. Na Lagoa dos Porcos, que perdeu toda a água com a estiagem, máquinas e homens trabalham nas escavações para encontrar fósseis de animais pré-históricos.
    Na mesma área seca do sertão do Piauí, onde foram descobertos vestígios do primeiro homem americano, agora estão retirando ossadas de mastodontes, preguiças gigantes, toxodons — animais que viveram há mais de dez mil anos.
    A preguiça gigante podia chegar a cinco toneladas de peso e três metros de altura. O toxodon pesava mais de uma tonelada. E era parecido com os rinocerontes.
    Dona Gessy foi com os vizinhos para acompanhar as escavações. “Deve ser um elefante (esse bicho)”, comentou.
    A ossada é de um mastodonte, que realmente parecia com o elefante, semelhante no tamanho e também possuía presas.
    Cavando poços, que na região chamam de cacimba, foram descobertos os primeiros ossos. Mas os sertanejos não tinham conhecimento da origem dessas ossadas. Para eles, o mais importante era descobrir água, uma raridade no período da seca.
    Sentada no chão, Dona Catarina, de 90 anos, observa o movimento dos trabalhadores. Ela é a dona das terras.
    “Depois que a menina achou esse em cima da terra, de uma cacimba, foi que deram fé de que tinha esse movimento aqui”, revela a proprietária.
    Com a escavação, a lagoa vai se tornar um dos maiores reservatórios de água da região.
    “A gente está abrindo uma área grande, que vai servir de reservatório de água para as comunidades locais, que é o caráter social do trabalho”, adianta a arqueóloga Gisele Felice.
    Todo o trabalho arqueológico é orientado diretamente pela cientista Niede Guidon, que dedicou 38 anos da sua vida às pesquisas no Sul do Piauí.
    “Aqui era Mata Atlântica. Então, eles tinham realmente uma situação ambiental altamente favorável para desenvolver a cultura”, diz a arqueóloga.
    Em um galpão, estão sendo restauradas as ossadas dos animais encontrados na lagoa seca.
    “Aqui é um crânio da preguiça gigante, o eremotério. Nós tivemos a graça de encontrar todos os fragmentos e fazer a reconstituição”, conta a técnica em restauração Simone Silva.
    Crânios de animais pré-históricos, ossadas de mastodontes e preguiças gigantes, esqueletos humanos e milhares de sítios históricos nos paredões de arenito da Serra da Capivara fazem desta região no sul do Piauí o maior acervo da história dos primeiros habitantes da América.

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