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  • O comboio a vapor do Douro – viagem de 23-07-2011

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    Chegou o dia 23 de Julho, e até Outubro, o Douro vive a nostalgia de décadas do século passado.
    É da Régua ao Tua que circula o comboio a vapor.
    São infindáveis paisagens de vinhedos muito bem acomodados pelos característicos socalcos, circunscritos por elevações montanhosas, tendo com plano de fundo o inquieto rio Douro, acalmado pelas sucessivas barragens construídas e que o tornaram navegável às embarcações turísticas.
    Paisagens repletas de histórias de tempos diferentes ao ritmo do vapor.
    O silêncio do vale do Douro, só quebrado pelo silvo do vento e o ruído das embarcações que por lá passam, vê-se interrompido por profundos e contínuos sibilos, mais parecendo assobios, a relembrar sinais de algumas décadas passadas.
    É o passado a ser revivido com precisão neste novo mundo, no mesmo palco profundo, o vale do Douro.
    Quem percorre a margem esquerda do Douro, entre a Régua e o Pinhão, pode acompanhar do outro lado em automóvel, o serpentear da fumaraça negra da locomotiva, subindo velozmente para a atmosfera.
    Adiantando-nos à chegada do comboio ao Pinhão sentimos nos passageiros e curiosos que estão na estação, uma impaciência na chegada. É que dentro de minutos, vai dar entrada uma enorme e potente máquina, bafejando enormes quantidades de fumo e vapor, a rebocar várias carruagens em madeira, exemplares vivos do início do século XX.
    É de reconhecer a imponênte “Maquina a Vapor” como heroica no esforço epopeico em transformar o Douro indomável e selvagem, no vale com infraestruturas de civilidade e exploração rural.
    É na estação do Pinhão que este monumento vivo, afrouxa, soltando o último suspiro de energia.
    Em minutos o cais de embarque é invadido por uma nuvem escura, expelida pela chaminé do comboio, uma mistura da combustão do carvão e vapor de água.
    Alguns passageiros saiem para apreciar a estação ornamentada com azulejos pintados com relevos alusivos às vindimas. Figurantes vestidos a épocas festivas do século XIX, tocam cantares regionais na plataforma da estação.
    A máquina, depois de reabastecida com umas centenas de litros de água, apita.
    Os passageiros votam para as carruagens, e logo depois a composição segue em direcção ao Tua.
    A força do vapor inicialmente frouxa, torna-se em poucos segundos mais audaz e potente.
    E foram estas máquinas, à força da lenha e do carvão que encurtaram em tempos os cerca de 100 Km do Porto à Régua.
    Em barco rabelo o percurso durava de 4 a 8 dias e com a era do vapor o tempo passou a ser de pouco mais de duas horas, com um consequente comércio a prosperar.

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