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  • Mirror Mirror I Believe (In Love) Lily Collins

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    3.00/5
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    Como anuncia a Rainha (Julia Roberts) no início do filme — com um belíssimo prólogo animado -, esta é a sua história. E realmente é, pois são suas ações que acabam surtindo efeito na construção da personagem Branca de Neve (Lily Collins) — que na primeira parte é acertadamente relegada a coadjuvante. Mas também não demora muito para que Branca cresça, enquanto personagem, e divida o cerne dramático com a Rainha, onde ambas têm como objetivo a busca pelo amor do príncipe Alcott (Armie Hammer).

    A maioria dos valores morais de um conto clássico se faz presente, mas tudo a serviço de uma grande brincadeira — que no final das contas leva a certas lições de moral, mas tudo muito bem concebido. O filme flui perfeitamente porque se preocupa em construir uma trama que galga degraus cada vez mais altos (de um simples conto passamos a ver o amadurecimento da personagem), e diverte demais porque o roteirista soube encaixar um humor leve, mas que serve para todas as idades (caso do anão que tenta esconder sua paixão por Branca de Neve).

    E tudo isso corroborado pela primorosa direção de Singh. Além do seu habitual gosto pelo dourado (perceba que ele insere esta tonalidade sempre que possível, seja em abundância, como no vestido da rainha, ou em pequenos detalhes, como na adaga), o diretor indiano continua empregando sua câmera em planos que funcionam perfeitamente ao lado de uma beleza estética, como já dito, de encher os olhos. Basta observar a nova forma com que a Rainha conversa com o espelho — e até mesmo a direção de arte dentro deste conceito — ou como acompanhamos os personagens na floresta cheia de árvores em planos amplos, que aumentam a dimensão do cenário acertadamente claustrofóbico e com ares literários. Parece que estamos vendo um livro em determinados momentos, o que apenas ajuda no caráter
    fantástico do filme.

    Infelizmente, parece que dessa vez Singh encontrou uma maneira de empregar suas raízes “Bollywoodianas”: temos um número musical com dança no final! Sorte que isso acontece durante os créditos, em uma pequena tela no lado direito. Por pouco ele não dá um tiro no próprio pé, pois é praticamente impossível ver e ouvir tal sequência de tão nauseabunda e deslocada. Quando surge, o filme já acabou, o clássico “The End” já sumiu, então não afeta o que vimos, apesar de ela existir.

    Com uma personagem feminina forte sem soar feminista — de longe, pois ela se apaixona pelo príncipe encantado –, uma modernização que não se desfaz das raízes da obra que usa como suporte e um visual encantador, Espelho, Espelho Meu consegue entregar, e com louvor, aquilo que pretende: alterar com dignidade um incontestável clássico infantil e construir uma nova visão. Mérito maior ainda dos realizadores, que não deixaram pontas soltas para uma possível continuação ou franquia.

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