subscrever o vídeo do dia aeiou:
subscrição efectuada.
  • Infância Violada Parte 2

    teste
    FAVORITO
    3.00/5
    Partilha no teu site ou blog:

    As águas do rio ditam o curso de vida de famílias ribeirinhas. A pobreza e o desespero. Mães deixam de lado seu instinto e entreguem suas filhas menores a adultos como única alternativa de sobrevivência. Sonhos roubados, sufocados. Crianças manipuladas, que fazem sexo por dinheiro. Meninas enganadas que oferecem seu corpo para satisfazer o prazer de adultos. Cenas fortes e inquietantes, desvios de conduta. O conexão repórter revela o lado obscuro da infância brasileira. A pureza trocada pela leis do mercado do sexo.
    Ilha de Marajó, Pará. Aqui a exploração sexual infantil acontece nos rios. As balsas levam junto com as águas turvas, a inocência de crianças e adolescentes. Populações esquecidas pelo poder público. A maioria cresce sem ter acesso aos serviços básicos de saúde, saneamento, educação. O Conexão Repórter encontrou uma garota que tem apenas oito anos de idade. Sua companheira inseparável é uma boneca. Mas seu tempo para brincadeiras é curto. Ela tem que garantir a comida da família. E os que a exploram, sabem disso. Ela sai de canoa todos os dias com a mãe. Não é para pescar, mas para se prostituir. Nas balsas as crianças sobem clandestinamente para fazer programas sexuais. Com o barquinho engatado, nossa personagem sobe na embarcação. Atracar na balsa é uma operação perigosa e clandestina. Em um flagrante inédito, um homem abraça a menina e os dois entram na cabine. Uma imagem comum no rio Tajapuru, Ilha de Marajó. Depois de meia hora, a menina volta da embarcação. Ela traz um balde com vísceras de boi. Esta foi a moeda de troca pela “visita” a balsa. Nas paisagens ribeirinhas, a exploração sexual infantil ganha contornos dramáticos. As crianças se prostituem com a autorização e o incentivo das mães. Uma realidade cruel. Um destino implacável. O Conexão Repórter também mostra outro flagrante: uma mãe conversa pelo rádio amador com um dos tripulantes das balsas. Ela faz a ponte para a filha. Nós levamos as imagens para delegada da infância e juventude do Pará. Ela fica impressionada com o flagrante de exploração sexual. Nós identificamos a balsa Calile Camelly em Manaus, no Amazonas. Ela estava atracada no porto para manutenção. Entramos na embarcação. Mas a maioria nega o envolvimento de tripulantes com menores de idade.
    O Conexão Repórter também foi à João Pessoa, capital da Paraíba. lá existe uma rede de agenciamento para o mercado do sexo. Orla à noite. Prostitutas dominam o calçadão da praia. Elas se preparam para os clientes com maquiagem pesada. No meio de prostitutas maiores de idade, adolescentes se misturam para também vender o corpo. Mas a exploração sexual infantil acontece mais às escondidas. Não está exposta nas ruas. São os aliciadores que administram o negócio. As garotas chegam até os clientes pelas mãos de quem agencia os programas. Numa zona rural de João Pessoa funciona uma espécie de show com o sugestivo nome de Paraíso bar. A placa na porta diz que proíbe a entrada de menores de 18 anos, mas é, literalmente, apenas fachada. Uma garota de apenas 15 anos distrai os frequentadores com um banho de chuveiro, nua. Andamos um pouco mais pelas ruas de João Pessoa. Logo, aparece uma agenciadora de menores para programas sexuais. Meia hora depois, ela retorna com uma garota menor de idade.
    De João Pessoa, partimos para Campina Grande, no interior da Paraíba, a 122 quilômetros da capital. Tivemos a informação de que existe uma rede de aliciadores atuando na cidade. Nossa equipe recebe um nome: Preta, um apelido. Ela seria a principal agenciadora de menores da cidade. E um detalhe chama atenção. Ela também é menor de idade, tem 16 anos. Entramos em contato com ela. Com um microfone escondido por baixo da roupa, nossa produtora vai ao encontro de Preta. Nosso cinegrafista vai registrando tudo com uma câmera escondida. O clima é tenso. Preta se aproxima. Nossa produtora explica que estaria atrás de meninas para um grupo de estrangeiros que está vindo para a Paraíba. Acertamos o preço de cada menina. Tudo para documentar a negociação. No dia combinado, vamos ao encontro das duas menores encaminhadas por Preta. Vamos conversar com elas, no apartamento de uma delas. Depois desse encontro, a aliciadora nos ofereceu outras garotas. Uma delas, de apenas 10 anos.
    Quatro meses de investigação, quatro meses desvendando a exploração de crianças no Brasil. Um submundo ignorado, esquecido. O promotor público de Campina Grande acredita que a exploração sexual infantil começa em casa com a falta de estrutura familiar e com a destruição dos valores morais e promete tomar as medidas jurídicas cabíveis sobre as denúncias apresentadas pelo Conexão Repórter.

Comentários

A preparar comentários...
  • portal aeiou.pt

    Chat Bla Bla

    mail grátis aeiou    zap aeiou

  • Área Pessoal