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Chico Xavier - Oracao do Dinheiro - Mensagem de Meimei

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Mensagem “Oracao do Dinheiro”, narrada e psicografada por Chico Xavier.
Depoimento de Chico Xavier:

“(…) Deus nos permita a satisfação de continuar sempre trabalhando na Grande Causa d’Ele, Nosso Senhor e Mestre. Desde criança, a figura do Cristo me impressiona. Ao perder minha mãe, aos cinco janeiros de idade, conforme os próprios ensinamentos dela, acreditei n’Ele, na certeza de que Ele me sustentaria. Conduzido a uma casa estranha, na qual conheceria muitas dificuldades para continuar vivendo, lembrava-me d’Ele, na convicção de que Ele era um amigo poderoso e compassivo que me enviaria recursos de resistência e ao ver minha mãe desencarnada pela primeira vez, com o cérebro infantil sem qualquer conhecimento dos conflitos religiosos que dividem a Humanidade, pedi a ela me abençoasse segundo o nosso hábito em família e lembro-me perfeitamente de que perguntei a ela:
- Mamãe, foi Jesus que mandou a senhora nos buscar?
Ela sorriu e respondeu:
- Foi sim, mas Jesus deseja que vocês, os meus filhos espalhados, ainda fiquem me esperando…
Aceitei o que ela dizia, embora chorasse, porque a referência a Jesus me tranqüilizava. Quando meu pai se casou pela segunda vez e a minha segunda mãe mandou me buscar para junto dela, notando-lhe a bondade natural, indaguei:
- Foi Jesus quem enviou a senhora para nos reunir?
Ela me disse:
- Chico, isso não sei…
Mas minha fé era tamanha que respondi:
- Foi Ele sim… Minha mãe, quando me aparece, sempre me fala que Ele mandaria alguém nos buscar para a nossa casa.
E Jesus sempre esteve e está em minhas lembranças como um Protetor Poderoso e Bom, não desaparecido, não longe mas sempre perto, não indiferente aos nossos obstáculos humanos, e sim cada vez mais atuante e mais vivo.”
O médium mais famoso do Brasil anunciou seu desejo de morrer em um dia em que o País estivesse em festa. No dia 30 de junho, como se quisesse aproveitar a oportunidade, Chico Xavier quis saber o resultado da Copa e manteve-se sereno o resto do dia. Percorreu cada ambiente de sua casa, visitou todas as salas da Casa da Prece o centro onde promovia sessões de psicografia, a escrita de mensagens ditadas por espíritos, e se recolheu logo após o jantar. Em menos de dez minutos, uma parada cardíaca selou sua trajetória na Terra. Chico Xavier desencarnou, aos 92 anos, para permanecer em espírito entre os compatriotas.

Não foi apenas o Brasil que perdeu seu maior médium. Francisco Cândido Xavier era o líder espírita mais importante do mundo, segundo a Federação Espírita Brasileira. Os 418 livros psicografados por ele foram publicados em diversas línguas. De acordo com o Censo Demográfico do IBGE, 2,34 milhões de brasileiros se declaram espíritas, o que corresponde a 1,37% da população. No entanto, estima-se que os espíritas assumidos chegam a 15 milhões em todo o planeta, o que transforma o Brasil no país do espiritismo.

A História
Cego de um olho e com metade da audição comprometida, Chico Xavier morava em Uberaba havia 43 anos. Recebeu duas indicações ao Prêmio Nobel da Paz. Enquanto a revista Realidade afirmava que Chico era apenas uma vítima constante de ataques epilépticos, a revista Planeta destacava as alterações cerebrais ocorridas durante uma psicografia. “No momento da escrita, surgiram descargas elétricas comuns na epilepsia, que não aconteceriam se ele estivesse fingindo”, lembra Elias Barbosa, médico de Chico na época. “Clinicamente, Chico nunca foi um epilético”, garante.

Nos últimos anos, muitos médiuns ficaram famosos no Brasil por realizarem curas milagrosas. Cirurgias feitas apenas com as mãos ou com facas de cozinha, sem anestesia, fizeram a fama de espíritos como o do dr. Fritz, incorporado por médiuns como Zé Arigó, morto em 1971 em um acidente de carro (como havia previsto), e Rubens de Faria Júnior, que hoje responde a processos por charlatanismo e exercício ilegal da medicina no Brasil, mas faz sucesso como palestrante na Europa.

Ainda hoje, a ciência não consegue explicar a cura espiritual ou o transe. Para o psiquiatra Sérgio Felipe de Oliveira, a mediunidade é uma função biológica. “Há alterações orgânicas como aceleração cardíaca e aumento do fluxo sanguíneo na cabeça. Os pés e as mãos ficam frios e o aparelho digestivo pára de funcionar. Nada disso acontece em uma simulação”, afirma. Para o médium Celso de Almeida, de Uberaba, os efeitos são mais simples de descrever. “Não sinto meu corpo e não enxergo mais nada. O espírito assume o controle do meu pensamento”, diz. Mas, por enquanto, nada convence os céticos. A incorporação, a reencarnação ou a terapia de vidas passadas são coisas que não se explicam. Nem o que leva um país a criar, de tempos em tempos, pessoas iluminadas como Chico Xavier.

 


 

 


 

 

 

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